Primeiro mês longe de casa
1º mês - ✓
Agora faltam apenas 11 meses....
Nesse primeiro mês aqui eu aprendi que o tempo passa de uma forma completamente diferente quando estamos longe de quem amamos. Um mês parece muito mais. Eu já tinha sentido isso antes, quando passei um mês na Inglaterra... mas daquela vez foi diferente, por que eu sabia que iria voltar para casa em 30 dias. Dessa vez, tenho mais 334 dias pela frente (ou quase isso, eu não contei os dias certos- hahaha).
Aprendi também alguns costumes bem diferentes que os americanos têm em relação aos brasileiros, como por exemplo: não tomar banho todos os dias (as crianças maiores tomam banho dia sim e dia não); as crianças tomam leite no café, no almoço e na janta; as crianças não podem assistir nada de televisão, ou jogar video game ou ipad ou qualquer eletrônico (apenas se for 5 minutos ou algo assim); doce é raridade nessa casa (doce em geral, até pra bebida - é água ou leite desnatado); eles cantam "parabéns para você" sem bater palmas (é muito deprimente); as festinhas de aniversário não tem mesa bonita de doces e bolo (não tem mesa bonita de nada =p); as minhas crianças usam um pijama diferente por dia (isso eu reparei por que eu quem lavo uns 14 pijamas por semana); sem sapatos dentro de casa (os sapatos ficam todos em boxes perto da porta, e os casacos pendurados perto da porta também); quando passamos o cartão de crédito ou débito, na maioria da vezes não precisa colocar a senha (primeiro pensei "nossa, que perigoso" - depois lembrei que não tô no Brasil); o correio toca a campainha para entregar a encomenda, se não atender, eles apenas deixam na porta o pacote (primeiro pensei "alguém pode roubar" - depois lembrei que não tô no Brasil =p ); reciclagem aqui é hábito (cada casa tem a lixeira para reciclagem e para lixo); o trânsito aqui é tão diferente que eu acho que vou voltar para o Brasil sem saber dirigir direito por lá (depois explico melhor as leis e regras daqui).
Nesse primeiro mês eu também percebi que a saudade multiplica por mil com a distância. Eu sinto a NECESSIDADE de falar com a minha família todos os dias. Falar com meu namorado todos os dias, mais de uma vez por dia se possível. Eu mal acordo e já mando mensagem pra eles, querendo noticias e sinal de vida. Parece até que eu nunca fiquei longe deles. Parece até que eu nunca passei um mês inteiro sem vê-los.
Quando eu morava no Rio e ficava longe da minha família, não sentia essa necessidade louca de falar com a minha mãe e a minha avó todos os dias. Talvez eu até falasse com elas por telefone quase todos os dias, mas aqui eu sinto a necessidade de vê-las - mesmo que por segundos.
Eu também já fiquei um mês sem ver meu namorado. Em épocas de final de periodo, em que ele tinha que estudar bastante, ou eu tinha que trabalhar mais de um final de semana seguido. Eu não tinha a necessidade de vê-lo ou ouvir a voz. Conversar pelo chat do wpp bastava. Eu sabia que teria como vê-lo logo. Estando aqui eu sei que é o contrário. Eu quero vê-lo todos os dias.
Por mais que pareça contraditório, sinto que estou lidando muito bem com a distância. Toda semana minha família daqui pergunta se eu estou bem, se eu estou triste e sentindo "homesick"... eu digo que não e eles acham difícil de acreditar que eu esteja tão bem. Mas eu realmente estou. Afinal, eu vim para cá com um propósito... e pretendo muito ir até o fim.
Eu vim para uma família maravilhosa, que se preocupa muito comigo e está sempre disposta a fazer algo por mim. Eles estão me ensinando MUITO sobre muitas coisas, que eu pretendo levar para a minha vida inteira. E esse está sendo apenas o começo de uma relação de confiança e amor que estamos construindo. Não dá para amar alguém da noite pro dia... Mas para apenas 3 semanas de convivência, essa imensidão de coisa boa que eu sinto, vai se transformar em amor logo logo.
Sobre o meu aniversário, eu conto depois com mais calma.
Comentários
Postar um comentário